Supercomputador é um computador com altíssima velocidade de processamento e grande capacidade de memória. Tem aplicação em áreas de pesquisa que grande quantidade de processamento se faz necessária, como pesquisas militares, científica, química e medicina.

Não é novidade para ninguém que o desenvolvimento de um supercomputadores vem aumentando a cada ano. E agora, o Japão planeja voltar ao topo dessa corrida com o desenvolvimento de um novo supercomputador que vença o primeiro colocado atual.

d211503b4b6c7ae0e58bbdf22912903128bf4debCom uma capacidade de processamento de 130 petaflops, o que corresponde a cerca de 130 quadrilhões de operações por segundo, o projeto japonês planeja bater seus concorrentes até o final do ano que vem e será construído no campus de Kashiwa da Universidade de Tóquio, localizado a cerca de 40km da capital japonesa. O atual líder mundial, conhecido como Sunway TaihuLight, é um supercomputador chinês com 93 petaflops de processamento. A pouco tempo atrás o supercomputador Watson da IBM veio ao Brasil, sendo destaque de inúmeras notícias, e só para terem ideia da dimensão do projeto, Watson é capaz de atingir 36,8 petaflops – ou 36,8 quadrilhões de operações por segundo. Isso equivale a mais ou menos 1 milhão de PCs trabalhando em conjunto.

O National Institute of Advanced Industrial Science and Technology (AIST) do Japão não quer apenas criar o supercomputador mais rápido do mundo, mas também o mais eficiente. Para isso, busca um consumo de energia abaixo de 3 megawatts, um objetivo e tanto, uma vez que o supercomputador japonês mais bem colocado no atual top 500, o Oakforest-PACS, opera com um décimo da performance (13,6 petaflops) com o mesmo gasto de energia. Já o chinês TaihuLight, que lidera o top 500, consome mais de 15 MW.

Vale lembrar que desde de 2011 o Japão não está no topo do ranking de supercomputadores. No mesmo ano eles haviam desenvolvido o K Computer, com 8,2 quadrilhões de cálculos por segundo (o equivalente ao mesmo número em petaflops), localizado no Instituto Avançado Riken de Ciência da Computação, na cidade de Kobe.

O instituto japonês também busca uma efetividade (a proporção do consumo total de energia, incluindo desde o exigido para resfriamento até a energia consumida pelos aparelhos computacionais) abaixo de 1.1. Esse é um valor PUE (potência elétrica total consumida pelo sistema) alcançado apenas pelos data centers mais eficientes do mundo.

O AIST planeja usar resfriamento líquido, uma técnica que também é utilizada pela companhia francesa Atos no seu design de supercomputador para a French Alternative Energies and Atomic Energy Commission (CEA). A Atos busca desempenho de 1 exaflop, mas não terá o computador pronto até 2020, enquanto que o Japão planeja ter sua máquina finalizada daqui um ano.

Enquanto outros países aperfeiçoaram seus principais supercomputadores para cálculos como modelação atmosférica ou simulações de armas nucleares, o instituto japonês está de olho em aplicações de aprendizado de máquina e deep learning no campo cada vez maior da inteligência artificial (IA) com o novo supercomputador.

O projeto do Japão carrega o nome de AI Bridging Cloud Infrastructure (ABCI), e tem a intenção de ser usado por startups, usuários já existentes de supercomputadores na indústria e acadêmicos, segundo um documento publicado pela AIST neste mês.

 

 

Fonte(s):
http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2016/11/japao-planeja-supercomputador-para-retomar-ponta-em-tecnologia.html
http://computerworld.com.br/japao-prepara-supercomputador-para-2017-com-foco-em-eficiencia
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